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sexta-feira, 22 de março de 2013

Cuscuz marroquino com frango


Cuscuz marroquino é muito prático, acompanha vários tipos de prato, vira prato único, pode ser servido quente ou frio e eu acho uma delícia. Ah! Jamie fofo Oliver também adora. 
E hoje em dia tá bem fácil de achar, quase todos os mercados têm.
Como eu já contei pra vocês nós estamos tentando diminuir o tamanho da fome aqui em casa, principalmente à noite (que é hora que eu mais quero comer). Esse cuscuz é bacana porque é bem leve e como já levava frango eu servi só com uma saladinha de alface verde e roxa e moyashi refogado.
Eu não sou a melhor amiga do frango mas assim meio disfarçado eu gosto bastante.

Ingredientes:

200g de cuscuz marroquino (pesado seco)
1 peito de frango cozido e desfiado
Amêndoas e nozes picadas (opcional)
Damasco turco picado (opcional)
Azeite e sal a gosto

Coloque o cuscuz numa tigela funda com um fio de azeite e um pouco de sal e adicione água fervente até cobrir. Eu usei o caldo do frango ;) . Cubra comum prato e deixe hidratar por 5 minutos.
Claro que você pode usar manteiga, inclusive fica bem mais gostoso, mas a ideia aqui era fazer algo mais light.
Passados os 5 minutos tire o prato e com uma colher mexa delicadamente soltando os grãos.
Misture o frango e as castanhas. Prove o tempero e se quiser adicione sal e pimenta síria. O damasco vai por último.


Bom fim de semana!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Frango com grão de bico


Ano passado, no meu aniversário, eu ganhei este livro dos meus tios, de culinária árabe.
 De vez em quando eu pego meus livros só pra olhar, ter ideias ou passar o tempo. Num desses dias vi essa receita super simples de frango com grão de bico.
Fiz num dia e nós gostamos tanto que na semana seguinte teve repeteco!

Claro que eu fiz minhas adaptações, mas eu tentei manter o tempero pra não perder o "sabor de comida árabe" que eu gosto tanto.

Dois peitos de frango cortados grosseiramente em pedaços
Uma xícara de grão de bico
Pimenta síria a gosto
Um pauzinho de canela
 Caldo de galinha (pode ser caseiro ou um cubinho)

Deixe o grão de bico de molho de um dia para o outro. No dia seguinte, tire as cascas dos grãos. Se você, diferente de mim, não achar terapêutico tirar uma por uma, pode colocar os grãos num pano de prato e esfregar até saírem todas as casquinhas.
Coloque os grãos sem casca na panela de pressão com o frango, a pimenta, o caldo de galinha e o pau de canela e cubra com água. Cozinhe por 30 minutos depois que pegar pressão.
O cheiro de comida árabe (leia casa de tia Clarice) que fica pela casa é impagável! Amooo, lembra infância!

Depois é só tirar da panela e servir.

Minhas variações:
Usar sobrecoxa em vez de peito. Usei duas grandes e uma bem pequena. Eu tirei a pele do frango e dei uma grelhada rápida, com pouco óleo, só até dourar por fora,  antes de colocar na panela de pressão.
Ah! e na segunda vez também aumentei o grão de bico de uma xícara para uma e meia.

Num dia servi com arroz integral misturado com tailandês (sobras...rs) e abobrinha refogada e no outro com cuscuz marroquinho temperado só com azeite e sal.
Com arroz e abobrinha refogada. Mais caldo...

Com cuscuz marroquino. Menos caldo!
A quantidade de caldo vai depender de quanta água você colocar na panela de pressão. Veja que na segunda vez eu diminui um pouco pra ficar menos ensopado.
Mas tanto faz a água, fica bom de qualquer jeito. Comidinha boa pro frio!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Tabule


Depois do quibe, nada mais justo do que postar uma receita bem fácil de tabule, pra ser servida como acompanhamento na sua refeição árabe.
 Esse tabule é bem diferente daquele que nós costumamos comer em restaurantes árabes porque leva alface e não leva cebolinha (detestoooo!). Mas de novo, é o que nós fazemos em casa e gostamos muito! Experimenta!

1 maço de alface (lisa ou crespa)
2 tomates picadinhos
1 maço de salsinha
1 maço de hortelã
1 copo de trigo (na verdade o trigo é a gosto, tem gente que gosta de muito e gente que prefere menos. Um copo é bastante!)
Sal, limão e azeite para temperar

Coloque o trigo de molho numa bacia com água para amolecer por uma hora. Enquanto isso lave a alface, a hortelã e a salsa. Pique as verduras bem finas. Eu faço assim...  Deito uma folha de alface bem grande na tábua e coloco mais umas pequenas sobre ela. Em cima das pequenas coloco váaaaaarias folhas de hortelã e salsa. Faço um rolinho e fatio o mais fino possível. Repito o processo até acabar com toda a verdura.
Quando o trigo já estiver amolecido escorra bem e misture tudo numa saladeira. Tempere só na hora de servir.
Sartein!

Beijinhos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quibe


Esse da foto foi titia que fez lá em Manaus

Já faz muito tempo que eu prometi essa receita, finalmente ela chegou. Eu tenho consciência de que existem milhares de receitas de quibe, mas essa é a que minha tia faz e eu gosto muito. Se for pra comer quibe cru, não fica com aquela cor vermelha de carne crua (pura hipocrisia eu sei, mas eu gosto de me enganar) pois a quantidade de trigo é praticamente 1 pra 1 com a carne.
Vamos à receita:

1 copo (tipo americano) de trigo
200g de carne moída (bem fresquinha!)
1 cebola pequena
Algumas folhinhas de manjericão (tipo umas 15)
1 maço pequeno de hortelã (uma vez eu usei um maço gigante e meu quibe ficou verde...)
1 colher de chá cheia de sal
Pimenta síria a gosto (também chamada de pimenta da jamaica)
Pimenta do reino  (opcional)

Deixe o trigo de molho por uma hora para ficar macio. Escorra bem (bem mesmo) a água com ajuda de uma peneira. Misture o trigo e a carne numa bacia.
Bata no liquidificador a cebola, o manjericão, a hortelã, o sal e as pimentas com um pouquinho de água (5 colhres de sopa).
Misture os temperos batidos na massa até ficar bem homogêneo. Titia diz que, se possível, é bom passar essa massa no processador, mas em geral eu pulo essa etapa. Bom, pra acertar o sal eu sugiro que você experimente, caso não tenha restrição com carne crua. E aí você vai querer comer a bacia inteira, crua mesmo, é bom demais...

Voltando... Pra rechear o quibe, carne moída refogada. 200g é suficiente pra rechear uma receita. Eu faço bem simples mesmo, só sal e pimenta síria. Se você gostar pode colocar cebola também.

Uma receita faz uma forma de alumínio, igual a essa da foto (da maior). Pra um pirex retangular, médio por exemplo, sugiro 2 receitas.


Para a montagem:
Forre o fundo da forma com a massa de quibe. Coloque a carne moída por cima e cubra com mais quibe. Faça cortes na diagonal (iguais aos da primeira foto) e espalhe manteiga. Pré aqueça o forno, 200 graus.
Leve ao forno até dourar.
Você pode congelar tanto assado como cru. É muito prático ter uma bandejinha dessa congelada para aquelas horas de geladeira vazia. Você faz uma saladinha de tomate e pronto!

Se você quiser fazer quibe pra fritar a massa é a mesma, só que precisa ser um pouco mais firme, portanto menos água. Você vai fazer bolinhas e abrir um buraco no meio. Rechear com carne moída  e fechar, puxando uma pontinha pra cima. Feche bem, senão ele abre na hora de fritar. O processo é igual a esse da foto, mas nesse dia eu ia cozinhar os quibinhos na coalhada, então recheei com manteiga.


Não tão bonitos quanto os da tia, mas deu pro gasto...
Também é possível congelar os quibinhos crus. Coloque todos numa assadeira e leve ao congelador. No dia seguinte é só tirar da assadeira e colocar em saquinhos. O dia que quiser, é só fritar.
Parece muita informação, mas é fácil de fazer.

Beijinhos

sábado, 3 de setembro de 2011

Comidinhas de festa


Dia 22 de agosto eu completei 28 primaveras. E como eu adooooro uma festinha, claro que não passou em branco.
Uma das coisas que eu mais gosto é juntar família e amigos pra conversar, beber e comer. E, hoje, como nós estamos longe das nossas famílias e da maioria dos amigos, qualquer oportunidade é reuniaozinha na certa. Os agregados têm certa dificuldade pra entender porque na minha família nós fazemos tantas pizzadas, lanchinhos, pizzadas, almoços, esfihadas e pizzadas (pois é, a princesinha mais velha da família quando tinha 1 ano e meio e via mais de 4 familiares reunidos falava " Pizza!") e quando ficam sabendo da reunião do "próximo sábado" falam: Ah, pizza no sábado! E o que a gente vai comemorar?

Enfim, vamos ao que interessa! É claro que no meio da diversão eu me perdi e esqueci de tirar muitas fotos das comidinhas! Mas vou contar pra vocês o que tinha de bom na festinha...

Mami é muito boa com organização de festas (e a festa foi na casa dela!), separa sempre os pratos e bandejas mais bonitos pra ficar tudo impecável. Ela também fez barquetinhas de maionese e sanduíches de azeitona com hortelã (que infelizmente eu não tirei foto, mas vou ensinar como faz, suuuper fácil).
Cassio, grande colaborador, levou pão italiano e sardella. Coisa phina, baby.
Eu comprei empadinhas de camarão de uma rotiserie aqui de SJC que sempre fazem sucesso.
E fiz mini tortinhas de cogumelos e alho poró.

O sanduíche é muito fácil. Só que não vou falar de quantidade exata porque eu não sei...
Você vai precisar de pão de forma, patê de azeiona preta, azeitona preta e folhas de hortelã.
Nós compramos o patê pronto, mas querendo fazer em casa é só bater creme de ricota (ou maionese, se preferir) com azeitonas pretas até ficar no ponto que te agrada mais.
Corte uma fatia de pão de forma em quatro quadradinhos. Passe patê em todos os quadrados. Coloque uma metade de azeitona (sem caroço tá! rs) em dois quadrados e uma folha de hotelã em cada um dos outros dois. Depois é só unir as metades. Nossa, ficou confusa essa explicação! Mas acho que deu pra entender a ideia né! Cada sanduichinho leva metade de uma azeitona e uma folha de hortelã! É uma combinação que eu acho o máximo! Simples e refrescante!

As tortinhas foram uma novela pra mim. Eu testei algumas receitas na semana anterior tentando gostar de alguma. O problema é que nenhuma agradou... ai recorri à tia Clarice que me deu uma receita de torta, simples e que não levava 1kg de manteiga...

Massa:
2 xícaras de farinha de trigo (o pior aconteceu...minha farinha branca acabou então misturei com a integral)
1 colher de sopa de margarina
3 colheres de sopa de óleo
1 ovo
menos de 1 xícara de leite (medida difícil, eu sei... mas fiz assim: coloquei meia xícara e conforme precisava punha mais)
1 colher de chá de fermento
sal (não tem uma medida exata e eu acho que a minha ficou com menos do que eu gostaria. Acho que na próxima arrisco 1/2 colher de chá)

Deixei uns 30 minutos na geladeira antes de colocar nas mini formas de pão de mel.


Recheio de cogumelos:
200g de shimeji
200g de shitake
2 colheres de sopa de manteiga
Shoyu
1ovo
100g de queijo reino ralado (pode ser outro, tipo parmesão)
1 colher de creme de leite (observe, esse creme de leite tava na geladeira e pra não jogar no lixo, coloquei. Mas eu nunca abriria uma caixinha só pra isso, não acho que fez real diferença no sabor.
Refogue os cogumelos picadinhos com a manteiga e o shoyu (acho que umas 3 colheres de sopa) até secar toda água. Tire do fogo e misture o ovo batidinho, o queijo e o creme de leite. Reserve.


Recheio de alho poró:
4 maços de alho poró picadinhos (só a parte branca, a verde você congela e faz sopa, risoto etc)
1 colher de sopa de manteiga
100g de queijo reino (pode ser outro, aliás eu usaria parmesão mesmo na próxima vez)
1 ovo
sal a gosto
Refogue o alho poró com a manteiga até dourar um pouco. Tire do fogo e misture o ovo batido e o queijo. Eu acertei o sal antes de colocar o ovo! Reserve.

Agora a parte trabalhosa é colocar a massa nas forminhas (eu dobrei as receitas...rs). Como era pra festa eu tive que fazer tudo mini, mas se fosse pra gente, aqui em casa eu faria grande mesmo. Pra ser bem exata, eu coloquei 12g de massa em cada forma de mini pão de mel, porque queria que elas ficassem bem parecidas e deu certo!
Ligue o forno a 180 graus antes de começar a colocar o recheio nas forminhas. Acho que coloquei mais ou menos uma colher de sobremesa em cada. Deixei uns 35 minutos no forno. Ficaram bonitinhas e fizeram sucesso, principalmente a de cogumelos.
As últimas...
O bolo quem fez foi minha tia Angélica. Todo ano é ela que faz meu bolo, desde os 16 anos. Foi ela quem me ensinou a fazer bolos e quando o bolo murcha, embatuma ou desanda, é pra ela que eu ligo.
Os bolos dela são sempre lindos com camadas gordas de recheio. E tudo coisa fina viu! Chocolate do bom, creme de avelã, toquezinho de café, hummmm... só experimentando pra saber.
O pobrezinho já bastante devorado

Aniversário meu tem que ter doce pra agradar a todos. Eu fiz brigadeiro, mami fez olho de sogra.

Fiz também fudge de castanha de caju. Esse doce é sucesso garantido porque além de lindo é uma delícia!

Eu pretendia fazer um brigadeiro de pistache porque queria algum doce sem chocolate. Na sexta feira quando fui triturar o pistache, tava estragado... Fiquei chateada mas me convenci que não ia fazer falta.
No sábado de manhã minha cabeça não parava de pensar o que fazer pra substituir o doce de pistache. O Luis não é apaixonado por chocolate e eu queria um doce que agradasse meu marido. Lembrei do mais fácil do mundo e que é um dos preferidos dele: Mousse de maracujá!


Fiz em 5 minutos e chegando em SP coloquei nos copinhos!

Ai vai a receitinha:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de suco de maracujá (eu fiz com maracujá de verdade porque eu tinha em casa e acho que fica mais gostoso. Mas com suco concentrado também fica ótimo, desde que o suco seja de boa qualidade)
Bata tudo no liquidificador e voilá mousse de maracujá pronta!

Já tentei fazer com 1 caixinha de creme de leite em vez da lata, mas não fica com os sabores tão equilibrados e fica um pouco menos cremoso, mais líquido. Recomendo a lata mesmo.
E se você tiver mais tempo que eu, faça uma caldinha de maracujá com açúcar e maisena pra enfeitar.

Agora quero mostrar pra vocês um presente muito especial que eu ganhei da tia Clarice e do tio Celso. Ganhei muitos presentes nesse aniversário e todos lindos e criativos, mas esse tem muito a ver com o blog:




Um livro com receitas árabes!  Minha família por parte de pai tem ascendência libanesa e a parte da cultura que nós preservamos e entendemos é a gastronômica. Eu cresci comendo comida árabe e já tinha aprendido alguns pratos com a tia Clarice que eu sempre faço, mas agora minha cozinha vai virar um laboratório! E claro que vocês vão participar das experiências na medida que elas acontecerem. Só preciso de tempo pra colocar todas as minhas ideias e vontades em prática...aiai

Beijinhos